Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Outubro 28, 2011
Já li este livro à imenso tempo, mas tenho tido preguiça para
passar os meus apontamentos para digital. Finalmente decidiu que não me posso
permitir naufragar no marasmo. Não posso dizer que este livro tenha tido alguma
revelação extraordinária, até nem é dos que gostei mais, mas tem algumas
abordagens interessantes e que nunca são demais para lembrar.
Espero que gostem e até breve As rãs que pensavam que eram peixes
Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Julho 8, 2011
vejam este video… uma lição preciosa.
Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Junho 21, 2011
http://rh.dashofer.pt/#art_opi
Muito bom este artigo. Vale a pena ler.
Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Junho 16, 2011
Estou preocupada com o meu país, já o tenho dito.
Preocupa-me mais a crise social do que a crise económica e financeira, porque acredito que sem valores e respeito pela vida humana não somos nada. A riqueza deve ser usada para o bem, para construir coisas positivas para todos o tal giving back que os americanos falam, não podemos apenas sugar os recursos à sociedade, também temos de devolver. Partilhar, partilhar e partilhar.
Vejo os meus patriotas cada vez mais egoístas, centrados apenas no seu próprio umbigo, incapazes de tolerar os erros dos outros e achando que eles próprios têm apenas direitos sem quaisquer obrigações. Vejo pais que deixam os seus filhos crescerem sozinho e sem regra, adolescentes que se tornam violentos que acreditam que os fins justificam os meios e que podem e devem ter tudo. Hoje poucos conhecem o valor do sacrifício, não sabem o que é trabalhar aos fins-de-semana para comprar os ténis que desejam, não sabem o que é ter de trabalhar de dia e estudar à noite, não sabem que há hierarquias que têm de ser respeitadas, não sabem que na vida se ouve muitas vezes: NÃO, e que não tem importância, que nos faz crescer como individuo e isso é bom.
Tenho conversado sobre isto com alguns amigos, mas fico especialmente confiante quando vejo outras pessoas que não pertencem à minha esfera social a pensar da mesma maneira. Alegra-me ver que estes assuntos estão novamente em discussão, que há mais pessoas preocupadas com o caminho que estamos a seguir e isso dá-me fé para enfrentar o futuro.
Li esta entrevista a Leopoldo Abadia, um espanhol de 78 anos que também se preocupa com estas filosofias. Deixo-vos aqui a sua entrevista. Vale a pena ler.
Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Junho 8, 2011
Li este livro de forma céptica, como em quase tudo na minha vida.
Mas no final até lhe consegui retirar algum” sumo” que partilho com vocês.
Que a força esteja connosco : )
Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Abril 8, 2011
A SEGA uma das empresas líder no mercados dos vídeo jogos, muito atenta às necessidades prementes do público masculino lançou (ainda em fase de teste) em algumas estações de metro da cidade de Tóquio um novo sistema de jogo intitulado “Toylets”.
Este novo jogo interactivo alia o alívio das necessidades básicas da pirâmide de Maslow com as necessidades de entretenimento e passar muito tempo na casa de banho.
Para jogar basta fazer variar a intensidade e direcção do esguicho de urina. Existe até uma versão múltiplos jogadores em que o adversário é a última pessoa a ter utilizado o urinol. E, para que nada se perca, e tudo se transforme, os jogadores podem fazer o download dos seus desempenhos para uma USB.
Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Abril 3, 2011
Os nomes Johan Stenebo e Ingvar Kamprad provavelmente não vos diz nada, a mim também não dizia. Sãos os dois suecos, trabalharam juntos durante vinte anos, até à saída do primeiro, nos corredores do IKEA. Ingvar Kamprad de 85 anos é o fundador e dono da empresa e Johan Stenebo foi seu braço direito teve acesso a informação privilegiada de como Kamprad e a sua família gerem o negócio e agora escreveu um livro: “The truth about IKEA” e o que li deixou-me a pensar que a IKEA não é de todo a melhor das empresas, que perde na ética, responsabilidade social, igualdade de sexos e raças. São várias as acusações.
Diz quem conhece, que Kamprad é um homem inspirador, um excelente empresário, mas com um lado negro muito acentuado, cultiva uma mística de alcoólico, disléxico. Tudo encenado, é capaz de fazer cálculos mentais de fazer inveja ao melhor contabilista e os colegas só o viram bêbedo uma única vez. A empresa é gerida através de uma empresa sediada num paraíso fiscal, Liechtenstein, o que lhes permite uma poupança de dois mil milhões de euros em impostos e o próprio Kamprad mudou-se para a Suíça onde não paga impostos alegando que não tem rendimentos no país. Todos os anos a IKEA compra duzentos milhões de troncos de árvores, para a impressão de catálogos, à China que entra ilegalmente nas florestas naturais e virgens da Sibéria. As penas de animais utilizadas para encher as almofadas e edredões da marca são retiradas a animais vivos, porque? Assim as penas voltam a cresce e podem ser removidas do mesmo animal várias vezes antes de estes serem abatidos. Facilita a manutenção dos preços baixos.
Kamprad só confia em homens, não contracta mulheres nem negros para lugares de chefia, prefere os homens altos, louros e de olhos azuis. É também acusado de ter pertencido ao movimento pró-nazi Novo Movimento Sueco desde mil novecentos e quarenta e dois até meados da década de cinquenta o que a julgar pela sua política de recrutamento não é difícil acreditar. Para a família Kamprad também é preferível “as crianças trabalharem do que prostituírem-se”, no grupo IKEA o trabalho infantil não é generalizado mas existem miúdos a trabalhar para a empresa a partir da península Indiana.
Podemos questionar o porquê de a WWF (World Wild Fund) não dizer nem fazer nada mas a explicação é simples: avultados donativos do grupo IKEA à fundação. Os donativos são tão elevados, que em última análise se pode dizer que alguns trabalhadores do WWF são pagos pelo IKEA, ninguém quer ficar desempregado.
Decerto que há mais por dizer e explicar, neste momento são várias as investigações ao IKEA e às fundações que gerem a empresa permitindo uma visão mais realista e fiel à verdade do que a que temos actualmente. O objectivo destas investigações não é influenciar os padrões de consumo, mas todos temos o direito a saber, a poder fazer as nossas escolhas, a abraçar as empresas nas quais nos revemos e desprezar aquelas que falham redondamente naquilo que lhes devia ser básico, o respeito pelo próximo.
Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Abril 1, 2011
Hoje é dia das mentiras.
Não sei o que pensar! É o dia das mentiras uma especificidade inventada pelos povos latinos, uma vez que temos no nosso ADN esta coisa do desenrascar, de ludibriar, de contornar leis e sistemas? Ou será uma exigência dos germânicos e nórdicos? É que eles levam uma vida tão certinha e perfeita que podem ter tido a necessidade de criar um dia especial apenas para mentir, para quebrar regras, para conhecer a sensação de enganar o próximo? Para nós mentir é comum, é fácil, e por isso não precisamos de um dia específico, porque todos os dias são dias de tentarmos a nossa sorte.
Sim eu sei, há pessoas de ADN latino que são direitinhas, que são verdadeiras, mas estou a falar da generalidade dos portugueses, espanhóis, italianos e apetece-me meter os franceses também neste saco, as excepções são boas e necessárias mas não podem falar pelo povo.
Não aprecio este dia, normalmente nem me lembro que ele existe. Hoje aconteceu porque ouvi na rádio, não tenho jeito para inventar mentiras, normalmente só minto se for estritamente necessário, pois, sou como os comuns dos mortais, também minto e engano, mas não com prazer. Todos mentimos, faz parte da vida, aliás as pessoas que são brutalmente verdadeiras são consideradas anormais pois não têm a capacidade de perceber os sentimentos, apenas percebem e distinguem a verdade da mentira, o certo do errado e reagem às injustiças.
Mentir é um facto, é um mal necessário, mas ter um dia especial para mentir? Não me agrada, não me convence, mas se calhar até é mentira.
Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Março 31, 2011
Utilizando uma analogia com a medicina digo: o meu país está doente.
O meu país está doente. Gravemente doente. Uma doença crónica que não se resolve com analgésicos e anti-histamínicos. A nossa nação tem uma doença crónica, progressiva que tem de ser combatida com quimio ou radioterapia o mais rapidamente possível, precisa de uma terapia de choque.
As keywords deste momento são: crise, défice, dívida pública, políticos, FMI, crise, crise, incapacidade. Incapacidade? Recuso-me a acreditar. Portugal é capaz! Portugal já dividiu o mundo em dois e deu a pior parte aos espanhóis. Portugal foi o pioneiro da globalização. O português é a sexta língua mais falada no mundo. Se já fomos grandes uma vez, conseguimos voltar a ser, mas, não é com discursos da treta e o cinzentismo que nos caracteriza, não é com a classe política actual que apenas critica e não apresenta soluções, não é com posturas vergonhosas como a do PSD em relação à avaliação dos professores mal o Governo se demitiu. Atitudes claramente eleitoralistas que jogam no lixo anos de trabalho e avanços preciosos na cultura do mérito e não da incompetência e permanência no serviço público.
Os economistas e financeiros dizem que atravessamos uma grave crise económica, a maior de sempre, que são precisas políticas que dinamizem o emprego, que estimulem a economia, estratégias para ajudar as empresas a exportar mais, apostar no I&D, etc. Não posso discordar porque concordo, sei que tudo isto é verdade e relevante, mas, para mim, não é tudo.
Acredito que mais do que uma crise económica vivemos uma grave e atroz crise social. Perderam-se valores, tornamo-nos egoístas, não aceitamos responsabilidade ou sacrifícios, queremos tudo de bandeja, sem esforço, sem luta. Não temos capacidade de empatia, não respeitamos o próximo, estamos cegos pela vaidade, mais grave, pela futilidade. Esperamos que uma licenciatura numa qualquer área seja suficiente e condição única para conseguir o emprego de sonho a ganhar dois mil euros / mês, que se dane a experiência, não interessa as competências sociais, as hardskills a sobreporem-se às softskills.
Podemos criar estratégias de crescimento, criar subsídios para isto e para aquilo, mas enquanto a nossa mentalidade não mudar, o estado das coisas também não muda de forma consistente, verdadeira e duradoura. Os suecos são melhores que nós? Não? Os americanos? também não me parece, mas a maioria dos portugueses acha que sim(o do vizinho é sempre melhor do que o nosso). Temos de mudar as pessoas, de cortar a dependência em relação ao Estado, mudar mentalidades, comportamentos, temos de querer ser melhores, trabalhar para o ser, errar, levantar, voltar a tentar e trabalhar, trabalhar e trabalhar, ser responsável pelas nossas escolhas e aceitas as consequências das mesmas.
A mudança tem de ser em todos e para todos. A mudança começa em nós, portanto, deixemo-nos de palavras e vamos ao trabalho!
“O futuro não existe. Somos nós que o criamos.”
Publicado por: Ana Patricia Lemos em: Março 24, 2011
Conferências de MKT [Só de leitura]
A quinze e desasseis de Março, no edifício da reitoria da Universidade de Aveiro, participei na 3ª edição do “actUAliza-te! Conferências de Marketing”, uma organização da MARKETEAM e do Instituto Superior Contabilidade e Administração de Aveiro (ISCAA).
Estiverem presentes diversos oradores de renome, partilhando experiências e conhecimentos sobre diversos temas, não só relacionados com marketing, mas também sobre gestão, liderança, motivação, redes sociais.
No PDF encontram a informação que eu e a minha colega e amiga Eliane julgamos mais relevante.
À organização do evento: Parabéns!